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Financiamento de máquinas e equipamentos para empresa

Comprar uma máquina nova, um veículo de carga ou equipar uma linha de produção pede um tipo de crédito diferente do capital de giro. Veja como funciona o financiamento de máquinas e equipamentos e o que o banco avalia antes de liberar.

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Murilo Mesquita, especialista em crédito empresarial, em estúdioFoto: Acervo Mesquita Soluções Financeiras · uso autorizado pelo cliente
Neste artigo (10 partes)
  1. O que diferencia essa linha das outras
  2. Quem costuma oferecer essa linha
  3. O que costuma ser financiável
  4. O que o banco analisa antes de aprovar
  5. Entrada, prazo e carência
  6. Financiamento de equipamento não substitui diagnóstico
  7. Quando vale mais a pena usar capital de giro
  8. Um exemplo comum em Goiânia
  9. Antes de procurar o banco para financiar um equipamento
  10. Perguntas frequentes

Quando uma empresa de Goiânia decide trocar uma máquina velha, ampliar a linha de produção ou comprar um caminhão para a própria operação, o crédito mais indicado não é o mesmo usado para cobrir o caixa do mês. É o financiamento de máquinas e equipamentos, uma linha pensada para bem durável, com prazo mais longo e, na maioria dos casos, taxa menor do que a de um capital de giro comum.

O que diferencia essa linha das outras

No capital de giro, o dinheiro entra na conta da empresa e ela decide o uso. No financiamento de máquinas e equipamentos, o recurso costuma ir direto para o fornecedor ou ficar vinculado à nota fiscal do bem comprado, e o próprio bem financiado serve de garantia da operação, com alienação fiduciária. É esse vínculo entre o crédito e o bem que permite prazo mais longo, muitas vezes de três a dez anos, dependendo da vida útil do equipamento e da política de cada instituição.

Quem costuma oferecer essa linha

A principal fonte de recurso para esse tipo de financiamento no Brasil é o BNDES, por meio de linhas como o Finame, operadas sempre por um banco credenciado, nunca diretamente com o próprio BNDES. Bancos públicos, privados e cooperativas de crédito também têm linhas próprias de financiamento de bens, com recurso do próprio banco, que podem ser mais rápidas de aprovar mesmo quando a taxa não é tão competitiva quanto a de uma linha com funding do BNDES.

O que costuma ser financiável

Entram nessa categoria máquinas industriais, equipamentos agrícolas, veículos de carga e utilitários usados na operação, equipamentos de informática e automação, mobiliário para comércio e indústria, e em alguns casos obras de ampliação ligadas diretamente à nova aquisição. O bem costuma precisar ser novo ou, quando usado, dentro de um limite de idade definido pelo banco. Isso varia de instituição para instituição, e é um dos primeiros pontos que a consultoria de crédito em Goiânia da Mesquita Soluções Financeiras confirma antes de montar a proposta.

O que o banco analisa antes de aprovar

Mesmo com o equipamento como garantia, o banco segue olhando a saúde da empresa como um todo. Isso inclui o faturamento recente, o histórico de crédito no SCR do Banco Central, eventuais restrições em nome do CNPJ e dos sócios, e a capacidade de pagamento projetada considerando a nova parcela somada às dívidas já existentes. Uma empresa com dívida mal organizada entre CNPJ e CPF tende a receber uma proposta pior, mesmo quando o próprio bem cobre o valor da operação com folga.

Entrada, prazo e carência

A maioria das linhas de financiamento de máquinas e equipamentos pede uma entrada, que costuma variar entre 10% e 30% do valor do bem, dependendo do porte da empresa, do setor e da política do banco. É comum também existir um período de carência de alguns meses antes do início do pagamento das parcelas, pensado para dar tempo de a máquina começar a gerar receita antes da primeira cobrança. Negociar prazo e carência de forma realista, olhando o fluxo de caixa real da operação e não só a ansiedade de reduzir a parcela, costuma ser o que separa um financiamento que cabe no caixa de um que aperta a empresa nos primeiros meses.

Financiamento de equipamento não substitui diagnóstico

É comum o empresário de Goiânia procurar essa linha já com a máquina escolhida e a proposta do fornecedor na mão, sem antes olhar como está a própria saúde financeira da empresa diante do banco. O problema é que, se o CNPJ está com rating baixo ou com uma pendência mal resolvida, a proposta aprovada pode vir com taxa pior, entrada maior ou prazo mais curto do que o necessário, mesmo sendo a operação correta a se buscar. Um diagnóstico financeiro antes de procurar o banco mostra com que força a empresa chega à mesa de negociação, e o que vale ajustar antes de protocolar o pedido.

Quando vale mais a pena usar capital de giro

Nem toda compra de equipamento precisa ou deve usar essa linha. Um bem de valor baixo, com retorno rápido, às vezes é melhor pago com capital de giro ou recurso próprio, evitando a burocracia e o prazo de análise de um financiamento vinculado. Já equipamentos de maior valor, com vida útil longa e retorno que se estende por anos, costumam justificar o prazo mais longo e a taxa menor do financiamento específico, exatamente porque a parcela acompanha o tempo em que o próprio bem está gerando receita.

Um exemplo comum em Goiânia

Uma marcenaria do Jardim Guanabara, com pedido crescendo além da capacidade da estrutura atual, precisava de uma máquina seccionadora nova para dar conta da demanda sem perder prazo de entrega. Em vez de usar o capital de giro, o que comprometeria o caixa do mês seguinte, a empresa levantou o próprio diagnóstico financeiro, organizou uma pendência antiga que ainda constava no CNPJ e só depois procurou o banco com a proposta do fornecedor em mãos. O resultado foi uma linha de financiamento de equipamento aprovada com entrada menor do que a primeira simulação, porque o CNPJ chegou ao banco com o histórico já ajustado.

Antes de procurar o banco para financiar um equipamento

Vale reunir a proposta do fornecedor com o valor exato do bem, consultar o próprio SCR e o rating do CNPJ, e simular a parcela considerando o pior cenário de faturamento, não o melhor. Esse tipo de preparo é o que a Mesquita Soluções Financeiras faz junto com o cliente antes de ele sentar com o gerente, para que a conversa sobre entrada, prazo e carência comece de um ponto mais forte do que o de uma empresa que chega só com a vontade de comprar a máquina.

Perguntas frequentes

Financiamento de máquinas e equipamentos é a mesma coisa que capital de giro?

Não. O capital de giro cobre o caixa do dia a dia e o dinheiro fica livre para uso. O financiamento de equipamento é vinculado à compra de um bem específico, que costuma servir de garantia, com prazo mais longo.

É preciso dar entrada para financiar uma máquina?

Na maioria das linhas sim, geralmente entre 10% e 30% do valor do bem, dependendo da instituição, do setor e do porte da empresa.

O BNDES financia direto para a empresa?

Não. O recurso do BNDES para máquinas e equipamentos, como o Finame, é sempre operado por um banco credenciado. A empresa negocia e assina o contrato com esse banco, não diretamente com o BNDES.

Equipamento usado pode ser financiado?

Em algumas linhas sim, dentro de um limite de idade definido pelo banco. Cada instituição tem sua própria política para bens usados, por isso vale confirmar antes de fechar a compra.

O que pesa mais na aprovação além do valor do equipamento?

O histórico de crédito do CNPJ no SCR do Banco Central, eventuais restrições em nome da empresa ou dos sócios, e a capacidade de pagamento projetada somando a nova parcela às dívidas já existentes.

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